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Em fórum global, Brasil vira ‘país da Lava Jato’

A maior economia sul-americana é hoje citada no Fórum Econômico Mundial mais como país da Lava Jato do que como potência emergente. Depois de mais de dois anos de recessão, a produção mal começou a se mover e o consumo continua deprimido. Mas o País aparece como exemplo de como se pode investigar e condenar corruptos – mesmo políticos importantes, assim como donos e dirigentes de empresas com atuação internacional, como a Odebrecht. Esse nome ganhou notoriedade em sessões do fórum e foi citado, na sexta-feira, durante um debate sobre corrupção.

A corrupção tem custos enormes, inflando, por exemplo, o preço das obras de infraestrutura. Distorce a alocação de recursos pelos governos, causa desperdícios e agrava a desigualdade, já muito ampla na América Latina, lembrou um dos participantes. O tema tem aparecido com destaque em reuniões internacionais de organismos voltados para a economia. Em janeiro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, participou da reunião anual do Fórum em Davos, na Suíça, como convidado. Para a reunião regional em Buenos Aires, nesta semana, nenhuma autoridade envolvida na Lava Jato foi convidada, mas o assunto continuou em pauta.

Na quinta-feira, o presidente argentino, Mauricio Macri, convidado para a sessão de abertura do encontro, qualificou o combate à corrupção no Brasil como “fundacional”, isto é, como elemento básico para o fortalecimento das instituições. No debate sobre corrupção, na sexta-feira, todos os participantes mostraram familiaridade com as investigações e os processos vinculados à Operação Lava Jato.

Fonte: Estadão.com