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Mudança na Previdência não visa prejudicar brasileiros, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a intenção do governo em realizar mudanças na Previdência não é a de prejudicar os brasileiros. “Queremos que os brasileiros recebam sua aposentadoria no menor tempo possível e com o maior benefício possível”, disse, acrescentando que o relator da relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS­BA), deve apresentar relatório na
próxima semana.

O ministro voltou a enfatizar ser necessário que se aprove o mais rápido
possível a reforma da Previdência. “No curto prazo da aprovação da reforma há impacto nas expectativas das empresas e dos consumidores, e é fundamental para a recuperação da economia brasileira em 2017”, avaliou. “A economia está dando sinais de recuperação”, disse. “[Mas] projeções de longo prazo indicam que é insustentável trajetória da Previdência que
prevaleceria sem reforma”, afirmou.

Ele comentou que este não é só um problema enfrentando pelo Brasil. “Alguns países tiveram que tomar atitudes dramáticas como o corte de salários porque esperaram muitos anos após o conveniente para fazer a reforma”, disse. “É importante que a reforma da Previdência no Brasil seja feita agora”, salientou.

O ministro disse que o Brasil está trabalhando com organizações internacionais em estudos sobre Previdência. “O Banco Mundial acaba de fazer um estudo que vai ser divulgado nas próximas semanas”, afirmou, acrescentando que a Organização para Coperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também realiza estudo sobre o mesmo tema. “O objetivo é mostrar que o déficit [na Previdência] é enorme e crescente”, afirmou.

Meirelles participou do seminário “Previdência Social no Brasil: onde queremos chegar?”, promovido pelo jornal O Globo.

Após o evento, ele foi questionado por jornalistas sobre o desempenho da economia brasileira até o momento. “A grande notícia é que a inflação está caindo, está reagindo bem a reformas fiscais. Existia muita insegurança, o brasileiro tinha medo do que ia acontecer, tinha medo da inflação, da insegurança fiscal. Empresas subiam preços de forma defensiva apesar da queda da demanda e aumento do desemprego”, disse.

“O Brasil está voltando ao normal”, avaliou, acrescentando, ainda, que o Banco Central (BC) está realizando política
econômica adequada.

Fonte: Valor Online