Consumo que amplia oportunidades


Três pesquisas, divulgadas na segunda quinzena de março, chamaram a atenção dos empresários que trabalham com bens de consumo.

A primeira, da Cetelem BGN em conjunto com a Ipsos Public Affairs, mostra que renda mensal disponível da população brasileira cresceu mais de 20% em 2011, passando de R$ 368 em 2010 para R$ 449. A classe C, que hoje representa 54% da população (ou mais de 103 milhões de pessoas), com renda média de R$ 1.450, apurou alta de quase 50% na renda disponível no mês. Segundo essa mesma pesquisa, 63,7 milhões de brasileiros ascenderam socialmente no Brasil nos últimos sete anos.

Outro estudo, do Pyxis Ibope Inteligência, revela uma nova mudança social em curso. Depois do crescimento da classe C, é a vez da classe B, extrato com renda familiar entre R$ 2,2 mil e R$ 7 mil. A classe B deve ser a próxima a liderar o consumo no Brasil, ultrapassando a classe C nos próximos três anos. Em 2015, os 15,1 milhões domicílios de classe B terão R$ 753 bilhões para gastar. Esse valor será equivalente a 41,7% do consumo total das famílias, superando a fatia da classe C, estimada em 36,6% ou R$ 660 bilhões em 2015.

As projeções do Ibope Inteligência indicam, ainda, que o consumo das famílias vai crescer 13,5% em 2012 - o nono avanço consecutivo desse indicador. A alta é comparável ao desempenho de um país como a China. De acordo com o estudo, até o fim do ano, os gastos nacionais devem totalizar R$ 1,3 trilhão.

Finalmente, levantamento recém divulgado pela Nielsen aponta que cresce no país o consumo de produtos mais sofisticados, de maior valor agregado. Ao analisar uma cesta de 131 produtos, a consultoria constatou que o consumo no varejo cresceu 1,2% em volume, enquanto os gastos aumentaram 8,3% na comparação com 2010. Entre os itens que passaram a fazer parte da cesta de compras do brasileiro estão antisséptico bucal, cereal matinal e em barra, lenços umedecidos, leite de soja, pratos prontos e cremes para a pele.

Esse conjunto de dados, somado ao compromisso firmado pelo governo federal com a manutenção do crescimento por meio do incentivo ao consumo, desenha um ótimo cenário para o atacado distribuidor. Os números mostram que, por todo o país, quem já consumia passa a consumir mais e melhor e, com a melhora da renda, quem ainda estava restrito ao consumo de produtos essenciais se apressa a incluir novos itens na cesta e incorporar novos hábitos.

Seja nos centros urbanos ou nas vilas afastadas, o nosso segmento é responsável por boa parte desse consumo, e a disposição dos brasileiros de ampliar a aquisição de bens não duráveis significa, para as empresas atacadistas, crescimento robusto e sustentado pelos próximos três anos, pelo menos.

Todo esse avanço no consumo reflete-se diretamente em nossos negócios. Devemos ficar atentos para conseguirmos aproveitar ao máximo as grandes oportunidades trazidas pela expansão do mercado, investindo principalmente na modernização e capacitação. Para isso, contem a ABAD, entidade nacional que está ao lado do associado para disponibilizar todo o apoio necessário.

Agradeço a Deus por nos dar luz e força para conduzir nosso trabalho.


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